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Entrevista com a banda Inanimalia

Primeiramente quero agradecer a todos da Inanimalia pela entrevista.

Nesta primeira parte da entrevista eu gostaria que vocês nos falassem sobre a sua discografia.

1- Conte-nos a respeito da produção do EP “A Message”:

Thales Carosia: Eu que agradeço o convite! A produção do “A Message” foi caseira. Nessa época estávamos sem baterista ainda, e optamos por fazer com equipamentos caseiros. Gravamos em casa, enviamos os projetos pela internet e quem mixou e masterizou foi o Marcos Cazuza, irmão do ex-guitarrista Rafael Cazuza. Ele fez um trabalho muito bom, porque gravamos com equipamentos limitados, mas a produção ficou excelente!

Wagner Barbosa: Interessante deve ter dado muito trabalho realizar toda a gravação em casa {risos}.

2- Conte-nos a respeito da produção do recente álbum “Intrínseco”:

T: Esse álbum foi produzido no UnderStudio, do Romulo Felício, que também toca no Necrofobia. Ele fez um trabalho muito bom, tanto tecnicamente como artisticamente. Foi um passo à frente em termos de produção musical para a banda, com certeza.

Wagner Barbosa: Este trabalho realmente apresentou vocês para o mundo com uma sonoridade pesada e de grande destaque {risos}.

3- Conte-nos acerca da produção do vídeo clipe ” Butterfly”:

T:O clipe foi produzido pelo Rogener Pavinski, que também toca no Tormenta. Fizemos as gravações da banda tocando e em outro momento fizemos as gravações das cenas de dança para o clipe com a Thais Lodoli, irmã da Alessandra Lodoli.

Wagner Barbosa: Ah cara que interessante! Me desculpe não tecer comentários melhores mais é que hoje estou sem idéias.

Agora falaremos sobre a formação da banda.

4- Como os integrantes da banda se conheceram?

T: Primeiro, o Rafael Cazuza me conheceu através de um amigo comum. Começamos a tocar e tentamos alguns vocalistas e bateristas. Eu já conhecia a Alessandra, porque na época tentamos montar uma banda para tocar clássicos do rock em bares, então chamamos ela. Após algum tempo, já com músicas compostas, começamos a montar o primeiro EP A Message, e coincidiu que foi quando conhecemos e começamos a ensaiar com o Vagner Venâncio. Mais recente, quando o Rafael Cazuza precisou sair da banda, começamos a tocar com o Victor Prado, que fazia aulas de luta junto com a Alessandra. O Victor já era amigo do Marcelo, então quando decidimos procurar mais um guitarrista, ele indicou o Marcelo.

Wagner Barbosa:  Entendo e desta união surgiu um produto bem promissor no mercado, o som de vocês é moderno com certa influência de clássico, eu diria bem atual e relevante.

5- Quais atividades o Inanimalia estava realizando antes da pandemia de Corona Vírus?

T: Por conta da saída do Rafael Cazuza, estávamos ensaiando com o guitarrista novo, Victor Prado. Estávamos deixando o repertório pronto com ele para podermos fazer shows. Com essa fase da pandemia e do isolamento social, precisamos deixar de lado os ensaios e começamos o lançamento das novas músicas online.

Wagner Barbosa: Entendo!

6- Quem escreve as letras da banda?

T: Boa parte das letras foi escrita pelo ex-guitarrista, Rafael Cazuza, e também pela Alessandra. As letras em geral procuram abordar temas profundos, como questões religiosas e psicológicas. Por exemplo, a “Butterfly” fala sobre uma mulher trans, sobre o sofrimento por conta do julgamento que a sociedade, e a busca pela transformação física. Outro exemplo é “Homo Divinus”, que fala sobre como muitas vezes a religião, criada pelo ser humano, oprime o próprio ser humano.

Wagner Barbosa: Interessante gosto deste tipo de temas, e sabe eu escrevo as vezes umas letras de música e tal , achei o tema de vocês interessante..

7- Como geralmente ocorre o processo de produção de uma música ?

T: Boa parte das composições foram feitas por mim e pelo ex-guitarrista Rafael Cazuza, . Normalmente chegamos no ensaio com o “esqueleto” das composições bem definidos, deixando em aberto ideias de arranjos, detalhes. Algumas músicas como Eyes of Isis, Umbral e Homo Divinus, depois de compostas, passamos meses experimentando formas diferentes de tocar. Gastamos bastante tempo lapidando as ideias e entrosando, o que ajudou a ter um resultado bem mais criativo do que no “A Message”.

Wagner Barbosa: É um processo muito criativo pelo visto.

8- Durante estes anos de existência da banda em algum momento vocês pensaram em desistir da jornada frente a alguma dificuldade?

T: Não… tivemos dificuldades sim, mas felizmente conseguimos contornar, não cogitamos terminar a banda porque o entrosamento da banda estava muito bom e continuamos insistindo. Surgiram várias dificuldades, mas com a banda se ajudando, funciona bem.

Wagner Barbosa: Compreendo!

9- Ainda falando em dificuldades como vocês veem a recepção do público ao som que vocês produzem?

T: A recepção tem sido bastante boa. É claro que é difícil divulgar um trabalho de banda de Rock/Metal. Acredito que desde mais ou menos os anos 1900 ou 2000 não está mais tanto no mainstream, mas por outro lado a internet nos facilita encontrar o público onde quer que ele esteja. Tivemos vários resenhas e comentários bastante positivos, sobre a produção das músicas, sobre o estilo das música, sobre elementos inesperados nas composições… inclusive por pessoas fora do Brasil, o que é bem legal.

Wagner Barbosa: Realmente a internet é a grande salvação para este cenário musical pois consegue reunir os fãs aonde quer que estejam , algo bem diferente das transmissões comerciais de músicas via rádio, ou clipes na TV.

Falaremos agora a respeito dos shows:

10- Conte a seus fãs algo engraçado que já tenha ocorrido no caminho, ou, durante algum Show, ou, ensaio.

T: Uma coisa engraçada que já aconteceu foi estarmos tocando em um palco pequeno, embora tivéssemos apenas um guitarrista. A Alessandra em alguns momentos descia do palco e cantava embaixo, perto do pessoal que estava assistindo. Outra coisa engraçada, no caso não em show, mas no estúdio de gravação, era ver os “truques” que o produtor eventualmente fazia para melhorar a sonoridade de um trecho na gravação, ou para cortar ruídos. Por exemplo, em uma gravação de solo de guitarra, para não vazar harmônicos, a guitarra usou uma meia como abafador.

Wagner Barbosa: Realmente diferente usar uma meia como abafador mas já ouvi relatos do uso delas em outras coisas fora do habitual no caso para tirar ruídos de microfones de baixa qualidade {risos}.

11- De todos os Shows ou eventos já realizados quais foram os mais marcantes?

T: Um dos mais marcantes foi o Rock Solidário, em Jaboticabal. Foi um evento que teve um grande público, uma produção muito bacana e a banda estava muito bem entrosada, além de muitas bandas fodas.

Wagner Barbosa: Que massa mano!

12- Se vocês pudessem produzir um show por conta própria como este seria?

T: Bom, primeiro de tudo, com bandas de diferentes vertentes de rock/metal da região. Seria legal um evento de um ou dois dias, com diversas bandas.

Wagner Barbosa: Interessante!

13- Falaremos agora do futuro, quais são os seus projetos para o futuro?

Primeiramente, assim que acabar a pandemia, voltar com ensaios e shows e trabalhar na divulgação do material novo através de shows – não apenas online. Além disso, temos composições em andamento, que falta entrosar e trabalhar em grupo que podem vir a ser uma próxima gravação em estúdio. Enfim, preencher a “lacuna” que ficou por conta da pandemia e produzir material novo.

Wagner Barbosa: Isso é legal a produção de novo material sempre é bem vinda, ainda mais quando falamos de uma banda como vocês que tem muita atitude e qualidade técnica, eu gosto do som de vocês embora não seja especialista em metal extremo, até curto algumas muitas coisas {risos}, é difícil você vibrar com um Metallica por exemplo e não sentir nada com um Death por exemplo {risos}, mas sou moderado com estas coisas se é que minha opinião importa.

14- Citem algumas bandas que emergiram da mesma cena que vocês e comentem acerca do Underground local.

T: Bom, aqui em Ribeirão Preto tem muitas bandas boas, como o Necrofobia, o Lusferus. Tem também o Maverick e o Inherence, que não são de Ribeirão Preto, mas de cidades próximas. Tem muitas bandas boas com material próprio interessante, e o mais legal, com uma identidade musical própria e interessante. Infelizmente, nos últimos anos fecharam alguns bares onde rolava Rock/Metal em Ribeirão Preto.

Wagner Barbosa: Não as conhecia pesquisarei a respeito em algum momento.

15- Se vocês pudessem colaborar com uma banda ou músico atual, quem seria?

T: Bom, um músico bastante expressivo da atualidade que eu gostaria de tocar junto seria o Jeff Loomis. Acho muito criativa a forma dele tocar e as músicas com muita identidade.

Wagner Barbosa: Interessante!

16- Se vocês pudessem tocar em qualquer festival do mundo, qual escolheriam e por quê?

T: O Rock/Metal tem muitos festivais mundiais muito legais. Seria muito legal tocar em eventos como Rock In Rio, Wacken… Deve ser uma puta experiência tocar para públicos tão grandes e ter a oportunidade de assistir e conhecer o pessoal das outras bandas. Falando de Brasil, seria muito legal tocar também no Roça in Roll.

Wagner Barbosa: A maioria das bandas sempre sonham com estes festivais , eu até os acho válido muito embora não seja muito minha praia, acho um pé no saco ter que aturar bandas que não gosto esperando chegar as que gosto, todo festival tem disso é difícil você gostar de tudo que vai tocar lá exceto com algumas exceções.

17- Se vocês pudessem mudar uma coisa sobre a indústria da música, o que seria?

T: Bom, uma coisa importante que falta é uma noção maior de profissionalismo, principalmente no Underground, quando falamos de bandas e eventos de médio porte. Talvez nós artistas passemos tanto tempo ligados em questões musicais e criativas que ficam lacunas em outras áreas, também importantes. Por exemplo, questões ligadas à organização, aspectos financeiros, acordos e contratos passam despercebidos. Melhorar nesses aspectos não-musicais é algo que tanto os organizadores como as bandas devem buscar.

Wagner Barbosa: Sem dúvidas!

18- Citarei dez clássicos do Death Metal nos diga se alguns deles fazem parte de sua influência musical e caso sim , o que representam na sua vida.

1) POSSESSED – “THE EXORCIST”

2) BOLT THROWER – “FOR VICTORY

3) CARCASS – “HEARTWORK”

4) PUNGENT STENCH – “HAPPY RE-BIRTHDAY”

5) UNLEASHED – “A LIFE BEYOND”

6) MASSACRE – “CRYPTIC REMAINS”

7) SEPULTURA – “TROOPS OF DOOM”

8) BENEDICTION – “FOETUS NOOSE”

9) CANNIBAL CORPSE – “HAMMER SMASHED FACE”

10) KRISIUN – “KINGS OF KILLING”

T: Cara, muita coisa que você citou eu não conhecia. No caso, as músicas do Sepultura, Cannibal Corpse, Krisiun e do Benediction que você citou eu já conhecia, são parte das influências da banda, com certeza. Posso citar como exemplo o Cannibal Corpse, que tem ritmos quebrados muito interessantes, riffs dissonantes. O Sepultura também faz parte das influências puxadas pro thrash e pro metal mais moderno, mais groove metal.

Wagner Barbosa: Eu sempre busco referências na internet para compor esta lista , tenho que pesquisar antes  e tal até porque não sou especialista, cara eu sou muito eclético e dentro do metal estou mais ligado ao Gothic Metal, Power Metal, Nova onda britânica, Doom e tal, não que eu não curta Death e Trash eu amo o Trash mas cada um tem suas prioridades, ninguém pode gostar de tudo do mesmo modo.

19- O que vocês tem feito para manter a união da banda nestes tempos de pandemia de Corona Vírus?

T: Nessa época estamos trabalhando na divulgação do nosso material. Continuamos compondo, à distância, e estamos sempre nos comunicando, trocando ideias e tudo mais. A internet está sendo fundamental para a banda continuar produtiva nesse período.

Wagner Barbosa: Entendo!

 

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