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PATFEST – São Paulo (SP)

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PATFEST – São Paulo (SP)

Por Marcelo Gomes

Fotos: Roberto Sant’Anna

Após o falecimento de Patricia Perissinotto Kisser, ocorrido no dia 3 de julho em decorrência de um câncer, o guitarrista Andreas Kisser anunciou a realização do “Patfest”, um evento beneficente em homenagem à sua esposa. Realizado no dia 28 de setembro na Audio Club, em São Paulo (SP), o show tinha como conceito a playlist de Patricia. Para isso, Andreas convocou vários amigos dos mais variados estilos, que iam do metal ao sertanejo, para celebrar a memória de sua esposa. Para citar alguns, Chitãozinho & Xororó, Sandy, Samuel Rosa (Skank), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Luiz Carlini (Tutti Frutti, Guilherme Arantes), João Gordo e Jão (Ratos de Porão), João Barone (Paralamas do Sucesso), Canisso (Raimundos), Marcos & Belutti, entre muitos outros. Apesar de uma noite fria e chuvosa, o público fez sua parte e compareceu em peso. E tinha de tudo, de fãs do Sepultura aos de Sandy, passando por Chitãozinho & Xororó. Vale lembrar que toda a renda foi destinada à ONG Comunidade Compassiva, que se dedica a fazer um tratamento paliativo a pessoas carentes, principalmente nas comunidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A banda base era formada por Andreas Kisser (guitarra/violão), seu filho, Yohan Kisser (guitarra/violão/teclado, Sioux 66), além de Renato Zanuto (teclados), Fabinho Sá (baixo) e Amilcar Christófaro (bateria, Torture Squad, Kisser Clan, Matanza Ritual). A cada música apresentada, eles iam chamando um convidado especial para integrar o time. O repertório, claro, foi bem variado e, como mencionado, era baseado no gosto pessoal de Patricia, indo do pop rock ao sertanejo. A primeira convidada da noite foi Sandy, sendo anunciada como “comadre” por Andreas. Quem iria imaginar ver Andreas tocando Quando Você Passa (Turu Turu) com a Sandy? Ao final da música, o guitarrista falou em tom de brincadeira que viu vários fãs do Sepultura cantando e que estava bonito.

Uma das atrações mais esperadas da noite certamente foi Chitãozinho & Xororó. Afinal, são dois baluartes da música sertaneja e todos aguardavam o que sairia dessa junção. Com Junior Lima na bateria, tocaram Sinônimos, mas o momento mais esperado era Evidências. Nessa hora, nem os headbangers se seguraram, pois a música da dupla foi cantada por todos do início ao fim. Aliás, eles foram os únicos convidados que apresentaram duas músicas.

Muito emocionado, Serginho Groisman, apresentador do Altas Horas (Rede Globo), prestou sua homenagem à Patricia e anunciou o projeto Os Pitais, que reúne músicos que tocam em hospitais. Assim, apresentaram músicas em formato acústico dos Tribalistas, O Rappa, Marisa Monte, Kiko Zambianchi e John Lennon.

O rock voltou com João Gordo e Val Santos (Toyshop, ex-Viper) fazendo uma versão punk rock Fuscão Preto, que integra o repertório do Brutal Brega. E os convidados foram chegando, seguindo com Luiz Carlini e Sol, do Tutti Frutti, junto com a atriz Marisa Orth (Luni e Vexame), Paulo Zinner (Rockestra, ex-Golpe de Estado e Rita Lee) e Canisso (Raimundos) para apresentar o clássico Ovelha Negra, eternizado pela nossa rainha do rock, Rita Lee. A vibe estava muito boa e o ápice foi o solo sensacional de Carlini, que levantou a galera.

No momento mais família, fizeram uma versão de Vienna (Billy Joel) somente com o Yohan Kisser nos teclados, Andreas no violão e o caçula, Enzo, cantando. Ao final, a filha mais velha, Giulia, se juntou aos três em outro momento bem emocionante.

Outro destaque da noite foi a dupla Marcos & Belutti cantando I Don’t Want to Miss a Thing, do Aerosmith, com arranjos no violino do Maestro Alexey Kurkdjian e Amon Lima. O resultado ficou maravilhoso. Andreas então anunciou os Titãs como sua banda favorita e apresentam Epitáfio de forma emocionante. A letra, que tinha tudo a ver com o momento, faz uma reflexão sobre a vida. Sob muitos aplausos, o público ganhou Polícia, que não estava no setlist.

A penúltima da noite foi Orgasmatron, clássico do Motörhead imortalizado pelo Sepultura, que contou com Eloy Casagrande (bateria), Paulo Xisto (baixo), Jean Patton (guitarra, Project46) e Igor Godoi (vocal, Sioux 66). O show terminou em alto astral com Rock and Roll All Nite (Kiss), que teve participações de Igor Godoi, Rafael Bittencourt (Angra), Luis Mariutti (Shaman), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) e Bento Mello (Sioux 66, Nite Stinger).

Com público eclético, dezenas de amigos e familiares, o “Patfest” fez do luto uma grande celebração em homenagem a Patricia Kisser. Foram quase três horas de evento, mas o que mais importa é que todos que passaram pelo palco prestaram sua homenagem e ainda colocaram em pauta a discussão sobre a importância do tratamento paliativo em casos irreversíveis.

O PatFest é a primeira semente do Movimento Mãetrícia (https://www.instagram.com/movimentomaetricia/), que pretende conversar de forma aberta sobre a morte e trazer discussões públicas sobre temas como acesso aos Cuidados Paliativos, Testamento Vital, Autonomia no fim da Vida e Morte Digna. Com o Movimento Mãetrícia, Andreas e sua família, desejam ajudar a sociedade brasileira a falar sobre morte com a seriedade e a leveza que o tema merece.

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