⚡ Abraham revela o single hipnótico “Suurwäut” e anuncia o álbum idsungwüssä para 26 de setembro.
Publicado en 25/07/2025 às 14:36
Os suíços do Abraham, mestres do post-metal sombrio e filosófico, acabam de lançar “Suurwäut”, um single que mergulha ainda mais fundo na atmosfera caótica e desafiadora de seu novo álbum, idsungwüssä, com lançamento marcado para 26 de setembro via Pelagic Records.
Este disco marca o terceiro e último capítulo de uma trilogia conceitual ambiciosa. Assim como nos anteriores (Look, Here Comes the Dark! e Débris de mondes perdus), a banda se mantém firme em um terreno de riffs pesados, camadas de sludge, noise ambiental e uma densidade filosófica que arrasta o ouvinte para universos paralelos de destruição, transformação e ruínas existenciais.
“Os três álbuns estão claramente ligados tematicamente,” comenta a banda. “Embora, em vez de um capítulo adicional, idsungwüssä funcione mais como uma narrativa paralela a Débris de mondes perdus. O anterior foi um salto no tempo; este é um salto no espaço — uma jornada para longe da Terra. É a peça final dessa viagem nada convencional.”
O álbum transborda peso e sujeira, mas entre riffs empilhados, vocais cortantes em dialeto suíço-alemão e baterias catastróficas, emergem passagens melódicas e interlúdios melancólicos, criando um contraste devastador.
Gravado entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, idsungwüssä nasceu em meio a rotinas de trabalho diárias e períodos pessoais conturbados para alguns membros. “Nos últimos dias de gravação, pouco antes da mixagem, tudo finalmente fez sentido. Foi quando sentimos que tínhamos um álbum coeso e digno de orgulho. Para um disco que trata de mudança e transformação, isso é quase performático!”, explica o grupo.
A urgência e a tensão pulsante se infiltram em cada faixa, compondo uma viagem de uma hora que transita do sublime ao brutal, do lamento à destruição crua — evocando civilizações arruinadas e os últimos gritos de psicoses fragmentadas. Ainda assim, há momentos quase etéreos, como se fosse possível vislumbrar algo além das correntes do corpo e de sua roda de carne e morte.
Uma novidade sonora é o Farfisa Louvre organ, usado pela primeira vez num álbum do Abraham, além da participação de Kevin Galland (Coilguns) adicionando Moog e piano. “Desta vez, gravamos as guitarras de forma diferente: esquerda e direita tocam a mesma parte, enquanto o centro toca outra — e empilhamos mais camadas sempre que necessário. E usamos MUITO reverb!”, contam.
Com estruturas complexas e movimentos imprevisíveis, idsungwüssä é um mergulho que desafia limites, recompensando quem se entrega à imersão. É uma conclusão visceral que transita do presságio à resposta elegíaca — uma obra que fecha o ciclo e deixa apenas uma opção ao final: ouvir tudo de novo.
🔊 Ouça “Suurwäut” agora e prepare-se para a última parte dessa jornada pós-metálica que transcende o caos!


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