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Entrevista com a banda Revengin

Obrigado a todos da banda pela entrevista, nessa primeira parte falaremos sobre a história da mesma.

1- Conte-nos sobre a trajetória de cada integrante da Banda, digo queremos saber a história da formação de vocês:

A: Primeiramente queríamos agradecer a oportunidade de falarmos sobre a nossa música! 

Bom, cada um tem um escola diferente dentro do metal. A Bruna começou cantando em corais, fez aulas de canto clássico  trouxe uma  pegada voltada mais para o Heavy Metal e Symphonico. O Thiago também nessa onda do Heavy melódico, Speed metal, Eu, Hugo em bandas de Death metal e o nosso novo integrante Pedro já esta mais no Heavy tradicional mesmo. Inclusive acreditamos que a ” liga ” é justamente essas diferenças. Paradoxal,  mas é rea!

A Revengin já tem 12 anos, uma adolescente (rsrs),  porém desde a sua concepção os estilos conversavam

Foto divulgação pela Roadie Metal Assessoria.

naturalmente nas composições.

O primeiro Ep ” synergy through the ashes ” em 2008 já demonstrava isso e acreditamos que esse foi o motivo que nos fez rodar bastante no eixo Rio, Minas e SP.
Lembra do myspace? Assim que o disponibilizamos, começamos a receber convites pra tocar em eventos que iam do under do under DO UNDER metalístico (rsrs) até comemoração do dia internacional do rock em uma praia ( sim praia ) no litoral de SP. E sempre tocamos em todos!
Simplesmente sensacional!
Wagner Barbosa: Uma história interessante, vocês bebem em várias fontes do mais puro metal isso explica porque o som de vocês tem características tão distintas, eu diria que num oceano cheio de conteúdos muito parecidos vocês são originais, sons como ” The Last on Fire”, ” Beyonde The Existence”, literalmente falando entraram para a  minhas playlist pessoal que pasmem incluí cerca de 11 mil bandas entre a Subcultura Gótica, Hard Rock, Glam, Grunge ,  a subcultura Heavy Metal etc…. aqueles que ainda não escutaram este som de vocês deveria escutar inclusive irei anexar um videoclipe de logo abaixo destas minhas palavras.
 2- Quais atividades vocês tem realizado no momento atual?
A: Hoje estamos na fase final de mixagem do novo álbum que será lançado no segundo semestre. Na real, já deveria ter sido lançado, porém a busca por uma mixagem que fosse fiel a nossa concepção demorou um pouco.
Hoje ele está sendo mixado na Holanda, onde iremos revelar em breve!
Por conta dessa quarentena, a gente teve que mudar um pouco a ordem das coisas e tivemos que nos adaptar. Hoje, estamos produzindo um acústico que contará com algumas músicas do Cymatics e deve ser lançado antes do álbum novo. O que pra nós é uma experiência bem diferente, porque até então não imaginávamos as musicas desse álbum em versões acústicas. Mas vamos lá…rs
 O nosso primeiro Full “Cymatics” abriu muitas portas tanto aqui no BR quanto na Europa e isso nos possibilitou esse intercambio e a nossa primeira Tour fora em 2014 e com isso aprendemos muitas coisas, que até então não fazíamos ideia de como funcionavam e etc. 
Wagner Barbosa: O exterior em especial a Europa sempre é um grande aprendizado para bandas nacionais, a cena lá fora se comporta já faz algum tempo de maneira um pouco diferente daqui do Brasil, é comum por exemplo vermos bandas de vertentes completamente diferentes dividindo palco ou abrindo shows uma das outras. Aquelas bandas que ainda não tiveram essa oportunidade deveriam buscar ter, não que a nossa cena não seja boa, ela revelou e continua revelando grandes nomes como o Sepultura, Sarcófago etc…. mas o Metal começou na Europa, os grandes festivais estão lá, é sempre uma ” nota A” a mais na carreira de qualquer banda nacional ter passado pelos países europeus.
3- De todos os Shows já realizados quais foram os mais marcantes?

A: Acredito que teve um que foi o divisor de águas para todos nós. Façamos o exercício abaixo e vocês irão entender rsrs..

Foto divulgação pela Roadie Metal Assessoria.

Sua banda foi chamada tocar em um evento de metal dentro de uma das comunidades mais barra pesada do RJ e que na época estava realmente tenso porém você também sabe que o metaleiro, fã e rockista não liga pra isso ele simplesmente vai!

Teu tecladista chega atrasado, (quase duas horas de atraso!) e esquece uma das fontes do teclado principal, ou seja… Você terá que adaptar o seu show por que não tem como fazer metal sinfônico com um teclado que parece uma escaleta, só pra efeitos. Qual é a ideia então? Tocar um cover para preencher e que não fique tão ridículo.

Temos tiros? Sim, temos muitos tiros. Tínhamos uma luz também que estava intermitente. E ai? O que vocês fariam?
Sempre dizemos  ” essa banda tem estrela “. Nesse dia quem estava assistindo esse show embaixo de bala e de improvisos mil, um fotógrafo holandês mega influente dentro do cenário europeu, principalmente na Holanda. Ultimo dia dele no BR e ele foi assistir o evento e  nos viu tocando After Forever no jeitinho brazuca e aquilo prendeu a atenção. 
Fizemos uma amizade naquele dia e no ano seguinte estávamos indo para a Europa a convite dele, pois ele estava produzindo um festival FEMME METAL. Bom, no final desse dia doido o saldo foi uma tour europeia por 6 países e contatos muito bons.
Wagner Barbosa:O Rio realmente tem vários lugares barra pesada, aliás cidades de todo o mundo tem lugares assim, essa história de vocês soou um pouco engraçada {risos}, acho que ficaria bem naquelas biografias de uns 60 anos de carreira daqui alguns bons anos { risos}. Quem nunca passou por perrengues nos primeros shows de sua banda que atire a primeira pedra {risos}.
4- Como geralmente ocorre o processo de produção de uma música ?

A: . Geralmente todos dentro da banda se envolvem na produção de uma música. Todos opinam.

Vai de um tema/riff do Thiago, groove de batera do Hugo ou uma linha de voz que a Bruna faz. Obviamente, cada

um opina com mais afinco em suas áreas de domínio, porém, todos se envolvem.

Acreditamos que foi essa capacidade de assimilar o que cada um tem pra doar que nos trouxe até aqui, e além disso nós temos também a preocupação com o conceito, começamos a trabalhar sempre com um tema e vamos dissecando nas letras, texturas de som, timbres deste modo tenha certeza que tudo o que você escuta tem um por quê. 
Wagner Barbosa: Então o processo de produção de vocês é o mais democrático possível {risos}, isto demonstra o quanto vocês são entrosados entre si e ao mesmo tempo dedicados aquilo que fazem, esta união reflete diretamente no som de vocês e os torna únicos como ocorreu com bandas tipo o System Of a Down.
5- O EP de 2009 “Synergy Through The Ashes” ainda é um grande carro chefe da banda como vocês explicam a rápida aceitação do público para o mesmo?

A: O nome traduzido ” sinergia através das cinzas ” simbolizou muito o momento em que passamos. O fim de uma banda, a partida de alguns amigos e aquela pergunta clássica ” e agora ? “. Teríamos que ressurgir das cinzas, do pó. Porém, aquele quinto elemento que une e transcende sempre está presente de alguma forma, ter uma amizade forte, respeito e foco foram os laços que nos mantem juntos até o dia de hoje.

Foto divulgação da banda na internet.
Wagner Barbosa: Este realmente foi um momento delicado na vida de vocês muitos críticos desacreditados do futuro da banda taxaram que esta era o seu fim, contudo vocês conseguiram dar a volta por cima e continuar com um dos projetos mais promissores dentro do Metal Sinfônico nacional dos últimos 15 anos.
O Jeito entrosado como vocês tocam, o comprometimento, o carisma, demonstram que estão prontos para arrebentar em nível mundial, a qualidade sonora é realmente muito bom, é um daqueles tipos de som que nos dá uma grande nostalgia e nos faz viajar no tempo, é como se suas composições cantassem histórias fantásticas aos pés de nossos ouvidos e isto só os gênios são capazes de fazer.
Nós gostaríamos de relembrar um pouco do Álbum “Cymatics” lançado em 2014:

6- Quem escreveu as letras e qual foi a inspiração?

A: As letras geralmente são escritas por mim e pela Bruna, é impressionante como a coisa flui nesse sentido, sempre escrevemos sobre o que acreditamos, sentimos e pensamos. A inspiração para o nome do álbum veio de maneira curiosa, após analisarmos tudo o que já aconteceu com abanda, todos os altos e baixos, percebemos literalmente que “algo” foi criado a partir do nada, então nós escutamos cada faixa.mas até aí não tínhamos um “nome” pro álbum, foi então que assisti um documentário sobre como as ondas sonoras influenciam na matéria e criam formas geométricas diferentes de acordo com a vibração que é emitida, me liguei na hora que era aquilo.

Sabe aquele seria o nome do álbum porque literalmente tinha tudo haver com o que passamos e vivemos até aquele momento.   

Wagner Barbosa: Muito interessante esta forma espontânea de produção das letras, o metal sinfônico costuma dar muita enfase nas letras que geralmente falam de mitos antigos, atritos religiosos, seres fantasiosos, dava para escrever vários livros no estilo Harry Potter e Crônicas de Nárnia apenas com letras de bandas {risos}.

Foto Divulgação da banda na internet.

7- Como foi o trabalho ao lado da MS Metal Press na distribuição desta obra?

A: Então, quanto a distribuição do álbum, houveram acertos, foram enviados para alguns lugares que foram interessantes . 

Wagner Barbosa: A MS está á um bom tempo na estrada, eles já divulgaram inúmeras bandas , inclusive nós publicamos algumas de suas notícias aqui em nossa mídia, me lembro bem de quando eles estavam começando, o underground estava em alta, tinha ainda o programa de televisão Stay Heavy que exibia videoclipes de bandas de todo o mundo, conheci muitos bandas através deste programa de TV, nessa época o pessoal se reunia nas praças cada qual com suas camisas de bandas e garrafas de álcool um indicava bandas para os outros e assim a cena seguia em frente, saudades deste tempo. 

8-  Conte a seus fãs algo engraçado que já tenha ocorrido com vocês ?

A: Quem tem banda e já viajou bastante sabe que sempre existem furadas, mas assim de bate e pronto lembro de uma tour que fizemos no interior de Minas Gerais e que um dos produtores nos hospedou na casa de um “amigo”. Esse “amigo” falava com alguém (o que acreditamos ser a esposa falecida dele) que ninguém conseguia ver ou escutar. O mais “engraçado” era que ele tinha uma filha e essa menina via a mesma coisa e conversava com essa pessoa igual ou seja… Durmam com essa! Por que nós literalmente não dormimos. Sério, papo de enredo desses filmes de terror onde tudo indica que vai dar ruim, mas a galera nem aí… fomos nós. Porém, metemos o pé dizendo que não queríamos incomodar, agradecemos a hospitalidade dos “três” (na maior naturalidade possível, rs) e etc…

Wagner Barbosa: Uau! Fodam-se os fantasmas eu não acredito nisto, tudo isso não passa de ilusões criada pela mente das pessoas, nestes casos pode ser autossugestão, ou esquizofrenia, consultas com um psicólogo resolvem isto, de qualquer modo a história é engraçada no fundo no fundo acho que todos ficaram com os pés atrás da orelha numa situação dessas {risos}.

Foto divulgação da banda no Twitter.

9-Citarei dez clássicos do Metal Sinfônico nos digam por favor se algum deles faz parte de vossas influências e caso positivo o que representam para si:

1) Nightwish- “Sleeping Sun”

A: NDA

2) Epica- ” Cry For The Moon”

A: NDA

3) Whitin Temptation- “Monther Earth”

A: Sempre foi uma influência para nós. Mesmo antes desse álbum, no “Enter”, Sharon com uma voz  “chorada” e  bem expressiva. Inclusive, tocamos por algum tempo duas músicas deo within Temptation: Mother Earth e Stand my Ground. 

Wagner Barbosa: Está é uma de minhas bandas preferidas dentro do estilo as músicas ” Angels”, “Memories”, fizeram parte da história de minha vida bem como “All I Need”, creio que eles sejam referência para muitos músicos de Metal Sinfônico, é possível encontrar referências a eles em várias bandas que surgiram posteriormente no estilo.

4) Xandria- “Eversleeping”

A: NDA

5) Underworld- “Our Solemn Hour”

A: NDA

6) Amberiam Dawn- “He Sleeps In a Groove”

A: NDA

7) Edenbridge- “Fly on a Rainbow Dream”

A: NDA

8) Serenity- “The Chevalier”

A: NDA

9) Tarja Turunen- “Die Alive”

A: NDA

10) Sonata Artica -“Respect The Wilderness”

A: NDA

10- Qual a maior referência vocal para a Bruna Rocha em termos técnicos?

A: NDA

11- Como vocês definiriam a cena do Metal Sinfônico e Gótico na atualidade?

A: Existem várias bandas muito boas no BR. Acredito que tudo se adapta aos novos tempos e necessidades. Mas, se temos que dizer nossas inspirações de um modo geral , mas particularmente voz, posso dizer que Tristânia, Rain Fell Within, Within Temptation e After Forever são nossos carros chefes. 

Wagner Barbosa: Todas estas bandas que você citou também são referências para mim dentro do estilo considero o som destas bandas excepcional e material quase que obrigatório de estudo para todos aqueles que desejam fazer Metal Sinfônico, quando o After Forever lançou as músicas ” Discord”, ” Leaden Legacy”, ” Emphasis”, uma pequena grande revolução estava sendo feita dentro da cena sinfônica, eles são ousados, não tem medo de explorar os seus sonhos mais obscuros e as misturas mais diversificadas, esta mesma essência aventureira e destemida é verificável ao escutar o magistral som produzido por vocês.

12- Falaremos agora do futuro, quais são os seus projetos para o futuro?

A:  Como ficamos um tempo sem produzir nenhum material novo, apenas algumas coletâneas que foram distribuídas pelo selo inglês Secret Service, estamos resgatando os fãs e colocando o bloco na praça pra muita gente que ainda não conhece, tipo um single lançado só na Europa chamado ” Face it ” que já está disponível nas principais plataformas de Streaming.  Em breve iremos lançar material do novo álbum.

 Estamos nesse momento produzindo conteúdo para não deixar nenhum antigo ou novo fã ficar na mão. 

Wagner Barbosa: Bom muito bom isto! Pela qualidade musical de vocês este novo trabalho deve angariar muitos novos fãs, eu não tenho a menor dúvida que estou diante da bandas mais importante do cenário sinfônico nacional dos últimos tempos, o vosso reconhecimento virá em honra ao vosso brilhantismo e ao serviço que prestam de enaltecer a rica cena do Metal nacional.

13- Tocar Heavy Metal e viver disso no Brasil não é uma tarefa das mais fáceis, vocês contudo venceram muitos destes obstáculos, nos conte um pouco dessa trajetória:

A: Quando lançamos o Cymatics existiam poucas bandas que misturavam esse lance eletrônico com sinfônico, isso

Foto: Divulgação da banda na internet.

abriu muitas portas e fechou algumas também porque não eramos ” true ” o suficiente para certos eventos.

E parece que ao darmos o próximo passo, não eramos mais “bons” para o movimento “true”, em fim, seguimos em frente porque acreditamos no nosso som. Dica, confie! Tivemos um feedback incrível justamente por acreditar nonosso caminho, nosso som é sinfônico porém é sujo o suficiente para garantir qualquer “wall of death” de respeito, caminhar nessa linha é arriscado, mas o que na vida não é arriscado?

Wagner Barbosa: Vocês literalmente foram jogados aos lobos e voltaram liderando a matilha, trocadilho horrível este { risos}. Experimentar foi a base de vocês e nisto vejo novamente influências de After Forever e Within Temptation, muitas bandas obtiveram sucesso justamente por ir na contramão do esperado e fazer algo unicamente seu. Isto ocorreu com bandas como o Lacrimosa e o Motorhead, um anos antes deles estourarem nas paradas de sucesso Lemmy Kilmister foi rejeitado por vários produtores e gravadoras eles diziam que o som era horrível e nunca faria sucesso no entanto eles não desistiram e se tornaram uma das bandas de maior sucesso de toda história do Rock.

14- Oque vocês tem feito para manter a união da banda nestes tempos de pandemia de Corona Vírus?

A: Muitos calls, muitos contatos sendo feitos, muito material sendo produzido. Essa pandemia atrapalhou muitos planos, porém também abriu possibilidades de pensarmos fora da caixa e investir esforços em outras ações.

O mundo não será mais o mesmo após essa loucura e isso tem que entrar na conta quando for fazer algum planejamento a longo prazo como é ter uma banda.

Wagner Barbosa: Essa porra tá atrapalhando a vida de todo mundo, parece que estamos vivendo um enredo de letras de Death Metal, só que isto aqui é realidade, e até os caras de Black Metal da Noruega estão preocupados agora { risos}, espero que essa porcaria vá logo embora, cara o show do Tristânia ia ser esse ano, pessoas próximas estão morrendo, as partidas de futebol canceladas, o colapso da saúde e sabe os filmes de terror estavam certos nós somos muito idiotas, sempre vi filmes  sobre pandemias e pensava: ” se isso fosse real não seríamos tão idiotas assim”, pois é, eu estava enganado infelizmente….

15- Se vocês pudessem formar a banda dos sonhos com integrantes de outras bandas como seria isto?

A: Olha… muitos já saíram e muitos já voltaram e saíram de novo rsrs mas o núcleo duro sempre foi o mesmo.

Então o carinho e respeito entre os que estão até hoje foi o combustível que fez a banda estar na ativa até os dias atuais. Acho que não nos vemos com esse núcleo diferente do que é. 

16- Deixem uma mensagem para o público em especial os do Brasil , Espanha e Inglaterra.

A: Novamente agradeço a todos pela  a oportunidade de conceder essa entrevista. Agradecemos muito ao público em geral e esperamos nos encontrar em breve.

Muito obrigado pela entrevista Atenciosamente Wagner Barbosa.
Entrevista realizada com Hugo Bhering baterista da banda.
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