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Entrevista com a banda Creep Show

Obrigado a todos da banda pela entrevista, nesta primeira parte nós vamos falar sobre a história da banda.

1- Como a banda foi formada, conte-nos a trajetória de cada membro:

A: Não fomos todos formados em algum momento a partir da carne dentro do ventre de nossa mãe? {risos}.

Em algum momento fomos arrancados do calor e da segurança maternal, apenas para sermos lançados na fria solidão do mundo? {risos}

Prometemos nossa lealdade eterna ao conceito do tio Death em 2017 e desde então, focamos em dar vida à sua visão do Creepshow!

Wagner Barbosa: Eu perguntava acerca da história da banda, e fui surpreendido com esta grande ironia {risos}, não podia esperar menos de vossa parte, já li algumas entrevistas de vocês, creio que está será uma das mais divertidas entrevistas que já conduzi em toda minha vida {risos}.

2-Quais atividades vocês tem realizado no momento atual?

A: Até agora, nós apenas criamos e lançamos o EP Bump in the Night. Temos algumas coisas reservadas para os próximos anos em que estamos trabalhando.

Wagner Barbosa: Tive a oportunidade e o prazer de escutar este EP o trabalho realmente é muito bom e prenuncia um futuro promissor na carreira de vocês.

3- Vocês já realizaram quantos shows?

A: Ainda precisamos levar nossa apresentação a uma audiência ao vivo. Com a situação atual no mundo, pode demorar ainda mais para levarmos o nosso horror aos palcos {risos}.

Wagner Brabosa: Realmente vivemos uma situação desgraçada neste mundo, a realidade é muito diferente da utopia, o metal de forma irônica sempre tratou de temas complicados a vida do homem, guerras, doenças endêmicas, serial Killers etc… porém vivenciarmos tudo isto é difícil para todos nós. 

4- Como geralmente ocorre o processo de produção de uma música ?

A: Tio Death tem muitas idéias e conceitos em sua mente distorcida. À medida que seus companheiros leais, eu e meus colegas, fazemos o possível para criar algo de que todos possamos nos orgulhar.

Wagner Barbosa: Entendo! É um processo que parte de uma profunda união intrínseca de cada membro, todos focados na mesma direção guiados pelos mesmo ideal. 

5- Ninguém nunca confundiu vocês pelos seu homônimo canadense Creepshow? {risos}

A: Se você está se referindo a “The Creepshow”, encontramos alguns problemas com sites que nos confundiram com nossos nomes. Se você ouvir um de nós, somos facilmente distinguíveis, no entanto, posso ver como, base em nossas aparências igualmente provocativas, podemos causar sim alguma confusão.

Wagner Barbosa: O metal como um todo está lotado de bandas com nomes homônimos seja na escrita ou na fala como Helloween e Halloween.{risos} Acho que isto inclusive é um processo natural num meio aonde existem milhares de bandas não tem como alguém saber se o seu nome já não está sendo utilizado, creio que hoje em dia isto seja normal.

6- Conte a seus fãs algo engraçado que já tenha ocorrido com vocês ?

A: A existência sem sentido de alguém não é humorística o suficiente? Nossa luta persistente para sobreviver, enquanto sucumbimos lentamente à mortalidade, não é hilária?

Wagner Barbosa: Novamente sou surpreendido pelo vosso sarcasmo {risos}. Acho que uma cerveja bem gelada cairia bem neste momento de descontração mas estou sofrendo de uma gastrite filha da puta e não posso beber uma gota de álcool, as vezes a vida é realmente foda, alias sempre ela o é {risos}.

7- Quem escreve as letras e compõe as músicas?

R: Na maior parte, o tio Death e eu (CadaVerica) compusemos as músicas, com a ajuda de FunerAlice. Liricamente, o tio Death escreveu todas as palavras e inventou todos os conceitos até agora.

Wagner Barbosa: Então ele é quem escreve as letras, interessante. Acho que sobre este assunto não tem mais nada a comentar a resposta para isto foi bem objetiva {risos}.

8-Citarei dez clássicos do Heavy Metal nos digam por favor se algum deles faz parte de vossas influências e caso positivo o que representam para sí:

1) Dio- “Holy Diver”

A: “Uber Driver” é um clássico!

Wagner Barbosa: Ah! Foda-se, Dio é um grande clássico realmente e Holy Diver agora rebatizada por vocês de “Uber Driver”

2) Persian Risk- ” Calling For You”

A: Não é familiar, mas parece arriscado ouvir este som {risos}.

Wagner Barbosa: O teu senso de humor realmente é muito bom, ah foda-se isso quero me divertir com teu senso de humor e rir da porra toda com uns goles de Vodka {risos}.

3) Grim Reaper- “Rock You to Hell”

A: Que tal “Te vejo no inferno” meu amigo?

Wagner Barbosa: Novamente outra resposta sarcástica, ninguém bebeu antes dessa entrevista, este é o jeito de ser dos caras humor acima de tudo, treta acima de todos. Acho que os americanos não entenderão este meu trocadilho {risos} .

4) Angel Witch- “Angel Witch”

A: As músicas com título próprio geralmente são ruins, mas essa é uma loucura!

Wagner Barbosa:  Entendo! Muitas músicas com título próprio realmente se saíram uma porcaria, mas esta do Angel Witch é fenomenal, de longe uma das melhores músicas de toda história deles, ponto forte nas paradas de sucesso do Heavy Metal nos anos 80.

5) Saxon- “Ride Like the Wind”

A: Saxon é legal, eu acho …

Wagner Barbosa: Particularmente gosto muito do som desses caras quando penso neles a primeira coisa que vem em minha cabeça é “Heavy Metal Thunder…” {risos} , é aquele tipo de som nostálgico que marcou época dentro da cultura Heavy Metal.

6) Tank- “Turn Your Head”

A: Não exatamente!

Wagner Barbosa: O som desses caras é uma das melhores coisas que já escutei dentro da nova onda, transmite tanta energia, tanta vontade de esvoaçar os cabelos no ar, acho que o Judas Priest deve se sentir orgulho pela escola que ajudou a formar dentro da nova onda.

7) Satan- “Break Free”

A: Assustadora!

Wagner Barbosa: Esta banda foi na minha opinião uma das mais marcantes dos anos 80, o som desses caras marcou minha adolescência e trajetória na música pesada.

8) Soldier- “Sheralee”

A: Idêntica a resposta de cima.

Wagner Barbosa: Outra banda que marcou minha vida, o som deles é realmente muito bom.

9) Raven- “Lay Down The Law”

A: Prefiro as músicas “To the Limit”, “To the Top”, tudo neles soa como um presente algo muito bom de se ouvir.

Wagner Barbosa: Respeito o trabalho deles mas não é algo que costumo ouvir no entanto eles não podiam ficar de fora desta lista devido a sua importância para a cena Heavy Metal.

10) Tokyo Blade -“Atack Atack”

A: Eles são muito bons, mas não são um referência para nós me desculpe.

Wagner Barbosa:  Gosto do som deles, acho de muita importância, mas existem bandas mais técnicas.

09- Como vocês avaliam o Cenário do Heavy Metal na atualidade, digo existem mais de cinco mil bandas de metal e a cada dia surge mais existe espaço para todas?

A: Graças ao surgimento da internet, acredito que a música Metal e seus subgêneros são mais populares do que nunca. Há muita diversidade de estilos, e inúmeras bandas de todo o mundo são formadas, lançam músicas e podem ser descobertas por qualquer pessoa regularmente.

Não significa que somos todos bons …

Wagner Barbosa: A internet realmente deu voz para várias bandas, 99% do que eu conheço de música proveio da internet.

10- Como vocês definiriam o termo Horror metal em suas palavras?

A: Se eu considerasse Horror Metal algo, eu diria que seria thrash baseado em indícios de morte ou black metal. Não acredito que as letras sejam um gênero, mas qualquer coisa, desde referências a filmes de terror até homenagens ou idéias horríveis originais, seria aceitável liricamente.

Wagner Barbosa: Esta foi uma boa definição para toda esta coisa, realmente não á nada que defira horror metal de outros gêneros, digo letras de música não são suficientes para fundar subgêneros.

11- Falaremos agora do futuro, quais são os seus projetos para o futuro?

A: Fala-se de um EP dividido em um futuro próximo, mas atualmente estamos compondo e organizando músicas para nossa estréia. Somente o tempo dirá o que vem primeiro. Podemos estar do além-túmulo, mas certamente não somos adivinhos.

Wagner Barbosa: Isto é muito bom! Aguardamos notícias suas sobre álbuns e shows.

12- É possível notar no som de vocês uma clara influência Old School dos anos 80, o que está época em especial dentro da cultura Heavy Metal representa para vocês?

A: O nascimento de garotos com um som sujo, thrash e hardcore, depois levando ao crossover, causou um grande impacto em nossa formação. Quanto ao cinema, a onda de horror mainstream e underground é tão importante para nossos temas e escrita quanto nossas influências musicais.

É verdade que os anos 80 são um período de tempo significativo e inspirador para nós. Especialmente a “

Party All the Time” de Eddie Murphy.

Wagner Barbosa: Os anos 80 foram frenéticos, muitas bandas boas tiveram o ápice de seu sucesso durante este período, os filmes, as festas e todo resto são nostálgicos para qualquer pessoa, é algo tipo “como nós saímos disto e entramos nesta bosta? O mundo ficou pior…” nostalgia defende esses anos, o Saxon fazendo shows por todos os lados, Iron Maiden lotando estádios, Scorpions quebrando barreiras.

Falemos agora um pouco sobre o álbum Bump in The Night.

13- Quais foram as suas inspirações para a temática do mesmo?

A: Musicalmente, nosso objetivo era fazer crossover-thrash metal com elementos obscuros. Algumas partes foram escritas para serem muito ameaçadoras e ambientais, mas o único objetivo de algumas seções é inspirar os poços

mais primitivos do círculo.

Para a arte, acredito que o tio Death queria algo que pudesse incorporar visualmente esses conceitos.

Wagner Barbosa:  Interessante! O trabalho esteve então todo imerso em horror metal é como se você pega-se um filme do Freddy Krueger e metrificasse numa canção.

14- Quem produziu a arte de capa e como ocorreu o processo de inspiração do designer?

A: Um grande artista chamado Five Milligrams, que trabalhou com muitos artistas conceituados e underground, fez a obra de arte. Acredito que o conceito original do tio Death para o design fosse retrô, parecido com Ed Repka e uma homenagem aos quadrinhos de terror.

Wagner Barbosa: Interessante!

15- O que vocês tem feito para manter a união da banda nestes tempos de pandemia de Corona Vírus?

A: Conversamos com frequência, nos ligamos de vez em quando e jogamos Dungeons & Dragons praticamente como nerds futuristas. De qualquer forma, todos nós cheiramos a caixões e vermes, por isso raramente toleramos estar próximos um do outro.

Wagner Barbosa: Bom, essa é uma boa forma de se manter unidos, não sou muito fã de games, mas gosto do desenho desse jogo {risos}.

16- O que vocês pensam a respeito da união de política e metal, digo nos últimos tempos em países como os E.U.A, Brasil e Itália a cena tem se dividido entre pessoas que apoiam candidatos a direita e pessoas que acham um absurdo alguém que escuta Heavy Metal ser adepto do capitalismo e de políticas como as de Donald Trumph e Jair Bolsonaro, qual a opinião sincera de vocês a este respeito?

A: Direita ou esquerda, é tudo discurso político até que uma retórica prejudicial leve a uma ideologia odiosa, esse negócio de política é ruim.

Wagner Barbosa: A política é realmente algo odioso, porém todos devemos tomar parte deste assunto, aqueles que não tomam são dominados, controlados e humilhados.

17- A temática musical de vocês envolve muitos elementos de terror algo bem comum no mundo do Heavy Metal que vive de grandes ironias, como o fato de falar-se tanto no demônio sendo na verdade ateus, como vocês encaram aquelas pessoas que não entendem a grande ironia e sátira protagonizadas pelo Heavy Metal e realmente acreditam que muitas bandas e seus membros realmente seguem ao demônio e por isso tais pessoas boicotam seus shows, evitam de ouvir suas músicas etc….

A: Embora o “pânico satânico” seja menos sério na maior parte do mundo atualmente do que nos anos 80, o metal ainda é ilegal, restrito ou visto como prejudicial em vários países. Tenho certeza de que, se não fosse pelo medo de ser “mau”, seria muito mais aceito. A verdadeira ironia é o mal subjacente à religião institucional, à teocracia e às religiões de estado que leva a muita ignorância e causa medo em relação aos outros.

Pensem sobre isso, “Satanic Panic” seria um bom título para a música …

Wagner Barbosa: As coisas são complicadas existem templos religiosos que não aceitam nem sequer o uso de guitarras por fazer parte da cultura rock, imaginem o impacto disso na vida de seus fiéis, creio que no futuro o Heavy Metal será mais bem aceito.

18- Citem algumas bandas que fazem parte da mesma cena underground que vocês?

A: Axeslasher, VHS, Smash Potater, Crypticus, Lord Gore, and City Hunter.

Wagner Barbosa: Vou procurar escutar o trabalho dessas bandas e  quem sabe no futuro venhamos a entrevistar algumas delas.

19- E Falando em underground como vocês avaliam a cena local e qual a importância da existência do under na vida de vocês e na cena Heavy Metal como um todo?

A: Nesta era digital, a escuridão e o mal podem se arrastar do subsolo para espalhar essa praga musical às massas através das mídias sociais e dos principais sites de streaming.

Então, isso é bem legal.

Wagner Barbosa: Interessante este posicionamento de vocês acerca deste assunto, não vou me estender em comentar o mesmo creio que foram objetivos, só quero complementar dizendo que sem Underground não existe Heavy Metal, um dia no passado todas as bandas estouradas tipo Metallica, Anthrax e Kreator foram  parte de uma cena Under.

20- Deixem uma mensagem para o público em especial os do Brasil , Espanha e Inglaterra.

A: Vocês comemoram o Halloween? Porque você deveria!

Novamente agradeço pela entrevista, deixo este espaço aberto para que deixem o seu comentário pessoal.

A: Não se esqueça de conferir nosso EP Bump in the Night …

Links Sociais da banda: Facebook | Instagram | Spotify | Bandcamp | Youtube

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