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Entrevista com a banda DROWNED

Boa tarde a todos da DROWNED!

 Obrigado pela entrevista nesta primeira parte falaremos sobre a história da banda.

1- Quando vocês tiveram a ideia de se juntar para tocar Death Metal?

A: Acredito que no final de 1997 a gente tinha bandas diferentes, queríamos fazer um som mais pesado, porém sem abrir mão das características de cada um. Cada integrante do Drowned, naquela época, meados de 1998, por aí, vinha de uma experiência musical diferente, embora todos muito ligados ao Metal, então a ideia naquele primeiro momento era ter o Death Metal como frente e que pudesse assimilar essas variantes de influências de cada um.

Plugmetal Magazine: Uma história interessante para o surgimento da banda, e uma boa época para o Death Metal, o fim dos anos 90 foi um período crucial na música e extrema e muitas bandas de qualidade inquestionável vieram neste período.

2- Quais são  as maiores influências da banda?

A: É uma pergunta que comporta várias etapas da carreira. No início, certamente Carcass e Entombed no lado mais death, Bay Area no lado mais Thrash e Iron Maiden no lado mais heavy. Com os anos, não que isso aí tenha desaparecido, mas o Drowned não ficou congelado, está vivo, percebe o que é legal do metal seja contemporâneo, seja do clássico, então é evidente que o Modern Melodic Death Metal, o Metal Core, enfim, tudo pode levar a ter uma ideia de música que não teríamos lá atrás, mas sem nos esquecer de onde viemos etc.

A: Isso se assemelha ao sujeito que passou anos bebendo Vodka de apenas uma marca e depois resolveu experimentar outras e percebeu que existe qualidade lá também, em outras palavras o metal tem coisa de qualidade tanto no clássico como no moderno e essa percepção e mistura de vocês realmente deixa o trabalho muito interessante, eu diria que é um incremento a mais no conjunto da obra.

3-  Como geralmente ocorre o processo de produção de um álbum ?

A: Via de regra, cada um faz os seus riffs e ideias musicais de arranjo em casa. Algumas músicas são feitas de cabo a rabo por um dos integrantes, mas arranjos são conferidos e ajeitados nos ensaios. Outras, a gente faz mais coletivo, um completando ideia do outro. Há ainda a etapa de pré-produção, que gravamos razoavelmente o material e observamos o que está funcionando ou o que deve ser alterado. Mesmo durante a gravação final do disco, é comum acrescentar elementos, mas já por cima de uma base bem mais sólida. As letras podem surgir tanto na fase de pré quanto no próprio disco.

Plugmetal Magazine : Compreendo, então o som é feito com essa pluralidade de ideias, isto é ótimo.

4- Quem escreve as letras e compõe as músicas em Drowned?

Drowned – photo by Diane Paschoal

A: Os riffs, melodias e demais harmonias normalmente são compostas por mim, Kerley Ribeiro e Rafael Porto, mas há faixas com a contribuição também do Fernando Lima nesse ponto. Os arranjos são coletivos, raramente sai algo individual, sendo muito importante a parte rítmica pelo Beto Loureiro para direcionar a música. As letras são na maioria do Fernando Lima, com trechos meus em algumas faixas.

Plugmetal Magazine: Novamente a junção da pluralidade, isto é perfeito rsrrs (risos).

5-  Quais atividades o Drowned tem realizado no momento atual?

A: Neste momento, o Drowned está se preparando para iniciar a tour de lançamento do seu álbum “7th”. Encerramos as gravações e produção de algum material de apoio, então o foco agora é show.

Plugmetal Magazine: Isto é ótimo, desejamos que os shows estejam abarrotados de pessoas, bem mais do que aquelas que fazem filas quilométricas nos postos de combustíveis por causa da crise.

Drowned – photo by Diane Paschoal

Agora falaremos sobre os álbuns já produzidos.

6- Conte-nos um pouco sobre os seguintes álbuns:  “Bonegrinder” -2001 | “Tribute to Sarcófago” – 2001 | “Bio-Violence” .

A: Bonegrinder foi um álbum muito importante pra nós. Não só porque é o nosso primeiro, mas porque a proposta musical nossa era urgente. Muita banda mundo afora estava começando a fazer um som nessa linha e queríamos muito aparecer naquela época. Hoje é comum, mas em 1998 quando começamos, ter vocais sujos e limpos na mesma faixa não ocorria, as pessoas estranhavam, mas a gente confiava no que fazia. E o disco, dentro do underground nacional, foi muito bem em vendas e até hoje vai bem.

Plugmetal Magazine: Este álbum realmente tem uma grande importância dentro do cenário underground nacional, destaco nele a presença marcante do gutural e a passagem por várias técnicas vocais, o gutural mais fechado lembrando um pouco o Death Metal Europeu e ao mesmo tempo o gutural mais rasgado oque me lembrou um pouco algumas bandas de Black Metal, ao passo que a mistura do vocal rasgado com os rifes em certos momentos lembravam o Metal Core de fase inicial e um pouco do Trash Core, além das influências da Bayarea na parte instrumental, a pegada instrumental em certas partes lembrou-me de bandas como o Testament, Anthrax, Exodus e Slayer.

Destaco as deste álbum as músicas ” Spiritual Force to Kill”, ” Blood Sand”, ” Come and  Taste the Victory”. Creio que estas três canções são um marco e uma referência para o Death Metal brasileiro, a parte técnica, os vocais enfim toda a produção dessas músicas foi excelente como no resto do álbum, porém na minha análise pessoal estas três se destacam.

A: Tribute to Sarcófago foi nossa porta de entrada para a Cogumelo. Sarcófago era e é uma parte do nosso background, então não foi uma participação pura, mas com convicção. Fizemos uma música da fase que gostávamos mais, que tinha mais a ver conosco e funcionou muito bem.

Plugmetal Magazine:  Este foi um bom tributo.

A: Bio-violence é um disco ousado para a sua época e é atual, não só pela temática, mas porque ali há elementos musicais sem medo algum de chiadeira. O Drowned nunca deu trela a radicalismos descerebrados e sempre buscou fazer música boa, com a raiz que a gente tem e esse disco a gente tem muito orgulho de ter feito, porque, mesmo não tendo sucesso comercial de uma banda maior, principalmente de fora, a gente mostrou que era capaz de estar, senão à frente, pelo menos ao lado de bons nomes, que a gente podia e que o Metal do Brasil tem valor.

Plugmetal Magazine: Oh sim com toda certeza vocês demonstraram isto, levaram ao público o conhecimento de que o Brasil não é apenas o País da cachaça de qualidade , futebol e mulher de qualidade, mas para além disso também é o País que tem bandas de metal de qualidade como Sepultura, Violator, e o próprio Drowned.

Drowned – photo by Diane Paschoal

7- Conte a seus fãs algo engraçado que já tenha ocorrido no caminho, ou, durante algum Show, ou, ensaio.

A: Certa vez fomos tocar numa determinada cidade e havíamos montado nossa banca de merchandising etc. Estávamos lá nós da banda e mais 1 técnico e um roadie. Passamos o som e ficamos na banca até a hora da apresentação. Em determinado momento, um fã pediu que autografássemos alguns discos e assim fizemos. Ocorre que ele não prestou atenção e saiu pedindo autografo de todo mundo que estava na banca. Quando ele já estava na sétima assinatura ele percebeu que o Drowned só tem 5 integrantes. Passou um tempo, ele voltou e perguntou exatamente para o Roadie, “pô, quem é você aqui na foto?” Ele foi e falou,” não sou da banda, só assinei porque você pediu, mas só ajudo”. Todo mundo riu muito, inclusive o cara que comprou.

Plugmetal Magazine: Essa é uma das histórias mais curiosas que já ouvi de uma banda, bem no futuro esse cd autografado pode valorizar muito, ou talvez eu esteja assistindo demais ao programa trato feito do History Channel hahahaha. ( risos extremos).

8-  Como você avalia a receptividade do povo brasileiro com a música metal?

A: É boa, já tocamos fora, o público metal daqui é bastante animado, sim. Tem uma energia diferente, alguns acham sobrenatural, mas eu acho que estou acostumado, é meu país etc. Já foi bem mais numeroso, sem dúvida, hoje, pra dizer a verdade, está até meio escondido. O povo sai menos, virtualizou-se demais, mas eu acho boa a galera.

Plugmetal Magazine: Este é o mesmo relato de muitas bandas gringas quando veem a Países latino americanos, a nossa energia realmente torna os shows bem mais emocionantes, o europeu costuma ser mais ríspido.

Drowned – photo by Diane Paschoal

9-  Se você tivesse a oportunidade de mandar uma mensagem aos programas musicais da tv brasileira qual seria?

R: Menos “mais você” e mais “choque de cultura”, “porta dos fundos”, “Tá no Ar”. Menos “Manhatan Connection” e mais programas como o saudoso Abujamra e seu “Provocações”. Menos “Brasil Urgente” e mais “Observatório da Imprensa”.

Plugmetal Magazine: A resposta foi tão matadora que nem preciso comentar, creio que essa seja a percepção da maioria absoluta das pessoas sensatas.

10- Durante todo este período em que vocês estão na estrada a cena do Death Metal brasileiro mudou bastante, você avalia essas mudanças como positivas ou negativas?

A: Na minha perspectiva, entendo como melhores. Quando a gente começou e até não muito tempo atrás, havia um radicalismo besta, implicâncias sem sentido com uma pá de coisas. Aparentemente a cena amadureceu, a molecada que chegou é mais aberta e hoje o Metal tem mais cérebros que antes. O Death Metal se beneficiou com isso também.

Wagner Brabosa: Essa percepção é positiva, o metal representa em certa medida a liberdade e partindo desse ponto de vista as pessoas podem fazer por exemplo a lírica que desejarem, não vejo com bons olhos quem implica com bandas de ótima qualidade técnica só por causa da lírica, de verdade será que isso importa tanto assim para esse pessoal, eu creio que não e ainda bem que isso está mudando.

11- Dizem que com a chegada da modernidade (mp3, youtube, spotfi etc..), os músicos do futuro obterão lucros apenas com shows e vendas de coisas como camisetas, isso  aconteceria, pois, ninguém mais quer comprar cds, todo mundo escuta música online, ou baixa o mp3, qual  a sua opinião a este respeito?

A: Uma verdade parcial. De fato, não se faz mais dinheiro puramente com CDs. Hoje se depende bem mais do “circo” montado para se buscar espaço e se manter. Porém, quem recebe royalties de CD sabe, nunca se pagou lá essas coisas por discos. O que eu acho que mais mudou nem foi essa “desmonetização” do produto musical (aparente), mas o fato de a velocidade e pluralidade da informação hoje ser sem parâmetros. Basta entrar em qualquer rede social ou streaming service para ver as infinitas opções. A pulverização tira a possibilidade de um “estourar” sustentável e até mesmo um mediano de antes se manter hoje. Entendo se tratar de uma nova realidade, que não deve ficar também estacionada, todos devem se manter frequentemente atualizados. Nada será como antes, nem permanecerá de um jeito só por muito tempo. Creio que não haverá tantas bandas grandes no futuro, imagino que raramente se sobreviverá pelas bandas em si (ou ainda que em virtude delas) e a música, por outro lado, ficará cada vez mais na mão daqueles que o fazem porque gostam muito. Há lados negativos enquanto profissão, mas há esse lado relativamente positivo quanto à paixão pelo que se faz.

Plugmetal Magazine: Realmente, acredito que no futuro as bandas se basearão bem mais em shows, porém o CD e o DVD não será extintos, não se pode autografar em um pendrive o nome de todos os integrantes de uma banda e nem escrever na sua conta do Spot ” Da banda x com carinho para pessoa Y”, sem contar que um álbum físico é bem mais que só música, tem também a questão da arte da capa , o encarte etc…

Eu por exemplo utilizo o MP3 por questões de comodidade como ouvir música na rua através do celular, ou no computador com fones de ouvido enquanto trabalho em plugmetal.com, no mais ainda utilizo cd e dvd físico.

Divulgação Drowned

Citarei dez clássicos do Death Metal nos diga se alguns deles fazem parte de sua influência musical e sim o que representam na sua vida.

1) POSSESSED – “The Exorcist”

NDA

2)  MASSACRE – “Cryptic Remains”

NDA

3)MORBID ANGEL – “Immortal Rites”

A: Morbid Angel é uma banda que nos trouxe boas referências, acho muito interessante a visão do Trey. Também creio que o Pete Sandoval seja referência para qualquer pessoa que atua com gêneros mais extremos, porque tem a necessária percepção da velocidade e cadência necessárias quando do encaixe das batidas. É uma banda de muita relevância na nossa formação musical.

Plugmetal Magazine: Novamente uma boa percepção de sua parte, o Morbid realmente é uma grande referência para bandas mais extremas de metal principalmente através de seus primeiros álbuns, o cenário musical da Flórida nos Estados Unidos foi muito importante para a música extrema boas bandas vieram de lá, e o Morbid bem, eles são quase que como os pais do Death Metal. A partir do álbum “Blessed are the Sick”, creio que o trabalho deles ganhou mais força, pois, deixaram de lado temas como ocultismo, satanismo e anticristianismo, e focaram sua lírica em  mitologia sumérica, nada contra as pessoas praticarem suas religiões, mas este negócio de usar da música para ser contra a religião dos outros não é uma boa ideia, além de não ser nada comercial digamos assim, quando você foca sua música na agressão a religião do próximo, ou na sua opção sexual na minha opinião, você está perdendo um grande público e ainda ferindo a ideia de liberdade que permeia no Rock.

Acredito que deve-se sempre serem feitas boas músicas sem agredir religiões e as opções sexuais das pessoas, liberdade é também aceitar que o outro creia em alguma coisa.

4) DEATH – “Flattening of Emotions”

A: Bem sobre o Death, o Chuck foi um gênio, seu trabalho é eterno. No começo do Drowned, o Death era uma referência muito importante, porque o seu senso de melodia nos agrada muito. Não há disco ruim, todas as fases são boas, ainda que algumas menos rebuscadas, são discos fundamentais para se entender música extrema.

Plugmetal Magazine: Outra grande banda da Flórida, o Death realmente desempenhou um grande trabalho, a mídia especializada os consideram como os pais da divulgação do Death Metal.

5) DEICIDE – “Sacrificial Suicide”

A: Deicide é uma banda que particularmente eu gosto muito do conceito, a visão do que você quer expor, da forma como passar sua mensagem. Musicalmente é uma banda importante, mas para nós, creio que a forma de marcar presença tenha sido a mais relevante influência.

Plugmetal Magazine: Realmente está é uma grande banda e que teve grande importância para o cenário do Death Metal.

6) ENTOMBED – “Sinners Bleed”

A: Respondida na opção 9

7) OBITUARY – “Slowly We Rot”

NDA

8) SARCÓFAGO – “Screeches From The Silence”

A: Sarcófago, está banda fundamental da cena nacional. Não consigo explicar porque não é mais reconhecida, praticamente os discos do Sarcófago são discoteca básica para quem fez música extrema, ali se acha tudo. Não que tenham refinado todos os elementos do metal atual, não é isso, mas as bases de quase tudo que se faz hoje já estavam ali, em maior ou menor grau.

9) DISMEMBER – “Override Of The Overture”

A: Dismember e Entombed: o metal sueco, pelo menos pra mim, não tem como dividir os dois grupos. São essenciais para se entender o boom daquele país, são importantíssimas para nós, porque, se por um lado, há sujeira em ambas, uma tem a energia core que é muito rica, e a outra, mesmo diante da parede de podreira, consegue extrair melodias profundas. Bandas muito importantes.

10) SEPULTURA – “Troops Of Doom”

A: O Sepultura é a banda que todo mundo da minha geração, quando começou, queria ter. É o sonho de criança que se tornou realidade pra eles. Seus discos com o Max são fundamentais, indispensáveis. Da fase seguinte, voltei a ouvi-los recentemente, o último trabalho é bem interessante. Embora soe como outra banda, entendo que há mentes muito criativas e tudo deve ser valorizado.

13- Desde o Surgimento do Heavy Metal no fim dos anos 60 na Inglaterra, o estilo já teve muitos desdobramentos, oficialmente falam-se em 40 gêneros de música metal, como vocês avaliam toda essa enorme quantidade de gêneros dentro do Rock Pesado?

A: Acho que deveria ter muito mais. Se houvesse um milhão, acabaria uma parte da bobeira geral de alguns de dizer que X é metal, Y não é, Z é pesado, D não é etc. Música é música, tem de ser ouvida como boa ou não, mas sempre lembrando que cada um tem uma percepção, cada um tem suas preferências etc. Quando muita gente gosta de uma mesma coisa, significa que o trabalho da pessoa que criou aquilo foi exitoso em um sentido, mas não significa que outro que não foi tão bem em vendas seja menos importante culturalmente.

Acho o universo musical muito complexo para rotular, para valorizar ou desvalorizar algo com base em projeções de mercado, e também acho falha a percepção de que haja certo e errado apenas porque é de um determinado estilo/vertente musical. E pra mim, pior do que o rótulo, é imaginar que não se faz música boa hoje, só a velha presta. Há música boa em todas as épocas, independente do estilo, o lance é ir ouvindo sem preconceito e absorvendo o que é mais relevante, de preferência.

14- Deixem uma mensagem ao público de plugmetal.com:

A: Gostaríamos muito de agradecer a todos! Em breve nosso disco estará distribuído nos serviços de streaming e lojas, espero que todos curtam. Um grande abraço a todos e nos vemos nos shows Brasil afora!

Novamente agradeço pela entrevista e deixo este espaço aberto para que façam todos os seus comentários e anúncios que desejem fazer ao público.

A: Essa parte vai via vídeo.

Nota: Devido a grave crise em que vive o nosso País a gravação do material em vídeo teve de ser adiada, em breve o faremos e publicaremos aqui.

Entrevista realizada por: Wagner Barbosa

Divulgação Downed

Poster divulgação Drowned

Biografia:

Drowned é uma banda de Belo Horizonte/MG, que inicial seus ensaios em 1998. A proposta musical central era fundir elementos do Death, Thrash e Heavy Metal.

Contando com Fernando Lima (vocal), Thiago Rodrigues (guitarra), Marcos Amorim (guitarra), Rodrigo Nunes (baixo) e Beto Loureiro (bateria), foi dado início ao processo de composição de sua primeira demo. Sendo assim, em dezembro de 1998 foi gravada “Where dark and light divide…”, contendo três músicas: Learn to obey, Words from the pit e a faixa título.

Esse primeiro trabalho, lançado em 1999, foi amplamente divulgado no Brasil e no exterior e obteve uma boa receptividade por parte da crítica especializada e do público, rendendo participações em algumas coletâneas brasileiras.

Em fevereiro de 2000, a banda grava a faixa “The laws of scourge”, para o Tribute to Sarcófago, que viria a ser lançado pela Cogumelo Records mais tarde. Em março de 2000, Thiago Rodrigues resolve deixar o grupo, em seu lugar é chamado Rafael Porto.

A banda segue os seus trabalhos de composição, divulgando o seu som, fazendo mais shows, posteriormente acertando o lançamento de seu primeiro CD, o selo mineiro Cogumelo Records.

A banda entra em estúdio durante os meses de abril e maio de 2001 e lança o trabalho em meados de agosto de 2001, denominado “BONEGRINDER”.

BONEGRINDER rapidamente vende sua primeira tiragem e a expectativa era grande para uma boa sequência, que ameaçou ser interrompida pelo grave acidente automobilístico do músico Marcos Amorim em outubro de 2001, que somente veio a se recuperar plenamente e retornar às atividades regulares com o grupo já em meados de 2002. A banda na ocasião tocou em diversos lugares do Brasil, com shows em praticamente todas as regiões do País.

Em 2002, em formato de miniálbum, chamado BACK FROM HELL, a banda retorna ao estúdio com músicas inéditas, gravações de demo, faixas cover, versões de músicas antigas, uma espécie de continuação do material anterior, que futuramente veio a ser consolidado em um único lançamento, como bônus, versão remaster. Na sequência a banda retorna à estrada e já começa a preparar outro álbum completo de inéditas.

Em fevereiro de 2003 a banda entra em estúdio e inicia o registro do seu terceiro trabalho, BUTCHERY AGE. Mais agressivo e mais rápido, o álbum mostra um lado menos heavy e mais Death em relação aos lançamentos anteriores.

BUTCHERY AGE é lançado em fins de junho de 2003 e sua tour começou em 26 de julho do mesmo ano, abrangendo 27 datas por todo o Brasil.

Rafael Porto, guitarrista, deixa a banda em julho de 2004 e em seu lugar entra Kerley Ribeiro.

Em agosto de 2004 a banda entra novamente em estúdio e inicia as gravações de BY THE GRACE OF EVIL, seu terceiro trabalho completo e em dezembro daquele ano o disco é lançado. O peso e melodias característicos da banda desde a sua formação estão presentes, mas a banda cresceu em termos de composição do seu repertório. AK-47 foi a primeira música a ter versão em vídeo oficial da banda, editado por Pablo Menna, na ocasião exibido pelos principais programas de música voltados para o rock no Brasil. Durante a tour de divulgação a banda passa por diversas cidades e festivais, em especial a versão 2005 do festival Porão do Rock, em Brasília/DF.

A banda ainda participa, em novembro de 2005, do festival que comemorou os 25 anos do selo Cogumelo Records, em Belo Horizonte. O show foi registrado pela Rede Minas e foi ao ar em especial dedicado ao evento, no programa Alto-Falante. O áudio gravado nesse concerto se torna o primeiro lançamento virtual e ao vivo do grupo, o EP BY THE EVIL ALIVE.

No início de 2006, o baixista Rodrigo Nunes resolve deixar o grupo e o seu substituto, após alguns testes, é escolhido: Wesley Ribeiro.

Em junho de 2006, a banda entra em estúdio para registrar o álbum BIO-VIOLENCE, seu quarto trabalho completo de estúdio. Enfocando conflitos ambientais e imperialismo, o álbum é marcado por variações rítmicas e arranjos mais cadenciados. A tour de lançamento deste álbum se estende pelo Brasil e também Europa, com shows na Alemanha, Bélgica, Suíça, Áustria e República Tcheca.

Em julho de 2009 é lançado BOX OF BONES, contendo DVD com vídeos da banda, trechos de shows e um CD com faixas inéditas, de diversas fases da banda, até então não lançadas. O material era limitado a 1000 cópias, comemorativo dos 10 anos de atividade da banda, completados em 2008.

Em meados de 2010, a banda fecha com o selo português Metal Soldiers e lança um split álbum com a banda brasileira Necroskinner. Este foi o primeiro trabalho da banda lançado oficialmente na Europa. Denominado BONE’S OUT, o disco contem músicas compostas após as gravações do álbum Bio-Violence.

No início de 2011, Wesley Ribeiro é substituído por Rafael Porto. Após cerca de 6 anos fora do grupo, o músico retorna ao Drowned, desta vez na função de baixista.

Em março de 2011 a banda retorna ao estúdio para registrar o álbum duplo BELLIGERENT, um material mais técnico e coeso que seus anteriores. O álbum foi dividido em duas partes (II e I), com lançamentos respectivamente em meados de 2011 e 2012. BELLIGERENT part II saiu primeiro, pela Cogumelo Records e distribuição nos Estados Unidos via GreyHaze Records. BELLIGERENT part I foi editado primeiro na Europa, via Metal Soldiers Records e posteriormente distribuído em outros continentes.

Logo após o lançamento da primeira parte do álbum, o Drowned iniciou uma tour pelo Brasil, tocando novamente em todas as regiões do País, tour esta que se estendeu até final de 2016, quando a banda já estava com bastante material composto para o lançamento de seu próximo trabalho de estúdio.

Entre agosto e dezembro de 2017, o Drowned, após um hiato de aproximadamente 5 anos sem registrar músicas inéditas, entra em estúdio para gravar seu 7º álbum de estúdio, 7TH.

7TH é um álbum com elementos heavy, thrash e death metal, estilos estes que moldaram a formação da banda, com roupagem moderna e contexto lírico sombrio. Seu lançamento é agendado para meados de junho de 2018.

Com o lançamento do novo trabalho, o Drowned retorna à estrada, para divulgá-lo no Brasil e exterior.

Divulgação Drowned

Nota: Todo Material aqui exposto teve a autorização expressa dos detentores de seus direitos autorais.

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