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Entrevista com a banda Khorium

Primeiramente quero agradecer a todos da Khorium por essa entrevista na qual falaremos de seu novo Álbum ” Forças Opostas”.

1- Quem produziu o Álbum?

G. Moreira: Eu mesmo fiz a produção, assim como do álbum anterior. Dessa maneira fica bem melhor de passar para o CD as intenções da banda.

Plugmetal Magazine: Interessante! O albúm foi completamente independente na parte criativa, isso realmente dá um plus a mais na produção do mesmo, pois, é a banda expressando suas opniões concretas sem influências de terceiros.

2- Quem escreveu as letras das músicas?

G. Moreira: As letras em sua maioria foram escritas por mim, com exceção das faixas “Mercadores da Fé” que foi escrita em parceria com o rapper convidado Felipin, e “Punhos Erguidos” que foi escrita em parceria com o convidado Tatto Paschoal (Gollira Rap).

Plugmetal Magazine: A parte lírica foi bem versátil e as críticas sociais presentes nas mesmas foram muito consisas sobretudo neste momento nefasto em que vivemos no Brasil.

3- Haverá videoclipes para quais canções?

G. Moreira: Todas as faixas do álbum foram lançadas simultaneamente com lyric videos já disponíveis no YouTube.

Plugmetal Magazine: Interessante!

4- Como se deu a produção das artes de capa e quem as fez?

G. Moreira: A arte da capa foi criada pelo artista e ativista político Paulo Kalvo. A intenção é representar a contraposição dos interesses das elites e políticos que querem se manter no poder e ampliar seus poderes de um lado e, do outro, os interesses do povo que só quer viver uma vida digna.

Plugmetal Magazine: Outra vez uma puta sacada de marketing recheada de críticas consisas ao nosso cenário político deplorável, elegeram um homem que mal sabe governar a si próprio que dirá a nação.

5- Os riffs e linhas de guitarra como foram criados, tiveram alguma referência?

G. Moreira: A Khorium é uma banda com muitas referências diferentes e que tem como característica principal a liberdade para misturar elementos. Desde o início da banda sempre foi assim. Então, os riffs e linhas têm referências em uma abordagem menos tradicional do rock/metal, mas muito mais rítmicas, percussivas, sempre aparecendo a favor do conjunto da música, e não com pretensões de demonstrar virtuosismo.

Plugmetal Magazine: Percebe-se na obra de vocês essa mistura de elementos e referências que torna o som ao mesmo tempo original e agradávbel de se escutar.

6- E as linhas de bateria como foram criadas?

G. Moreira: Devido à pandemia iniciamos os trabalhos para composição e produção do álbum à distância, o que para nós foi uma novidade. As linhas de guitarra, riffs etc. criados em meu home studio eram enviados pela Internet ao baterista que trabalhou nos arranjos, viradas e grooves – também em seu próprio home studio -, tocando em bateria eletrônica trigada e enviando arquivos “midi” com esses arranjos. Também houve mais tempo para a criação dos arranjos, já que devido à pandemia as outras atividades da banda como ensaios e shows foram interrompidas. Então tudo foi feito com mais tranquilidade e atenção aos detalhes dos arranjos, até chegar o momento da gravação final.

Plugmetal Magazine: Realmente muito interessante, nesta pandemia muitas bandas tiveram de se reinventar para continuarem com os seus trabalhos.

7- A harmonização entre as linhas vocais e os instrumentais necessitou de muito treino? Como ocorreu esse processo?

G. Moreira: Como normalmente tudo nasce junto isso acaba fluindo de maneira bem orgânica. O maior desafio foi que neste novo álbum há uma variação maior de estilos de voz, e variedade de técnicas vocais misturadas, desde guturais, vozes limpas melódicas, rap com speed flow etc.

Plugmetal Magazine: Então foi um trabalho bem misto versado em vários arranjos e técnicas vocais diferentes.

8- Encarar o sistema nesse momento tão crucial a política brasileira deveria ser um papel de todos os artistas?

G. Moreira: A arte tem um papel importante, pois fala direto à emoção. Traz um impacto maior do que só o lado racional. E em complemento a isso, o artista tem uma voz amplificada, que chega a muito mais pessoas. Portanto, tem sim uma responsabilidade quanto ao posicionamento. No nosso caso, a mensagem é tão importante quanto a música. Por isso a banda já nasceu cantando em português, para que ninguém perca nenhum detalhe da mensagem da banda.

Plugmetal Magazine: Creio que isso tudo que fora dito acima resume bem o nosso momento político atual, todos os artistas deviam se envolver e escolher o seu lado nesta história, não há como ser neutro num momento desses.

9- A atitude política empregnada em toda a vossa obra se deu orgiem como?

G. Moreira: Nós viemos da classe trabalhadora, desde sempre, e tivemos a oportunidade de desenvolver um senso crítico a respeito de nossa própria condição e do contexto social em que vivemos. Isso nos impulsionou a expressar os nossos questionamentos nas músicas. A banda vem desde o primeiro lançamento em 2017 trazendo temas relevantes e pertinentes ao cidadão comum, das classes mais pobres.

Plugmetal Magazine: Interessante! Quando se vem de baixo a visão da sociedade realmente será muito diferente daquela do indivíduo que sempre viveu cercado das benéfices do Estado e nunca presenciou os seus erros e desmantelos.

10- Em vossa opinião como o rock pode recuperar o status de contra cultura política?

G. Moreira: A primeira coisa é quebrar o paradigma de um estilo fechado em si mesmo, que não dialoga com outros estilos de música. Só isso já seria um passo muito importante para que o rock retornasse a ter relevância. E pra isso outra questão importante seria desmistificar o pensamento elitista de alguns fãs que vêem no rock uma “falsa superioridade, comparado a outros gostos musicais.

Plugmetal Magazine: Está é uma grande realidade até porque o Rock não surgiu do nada existem nele claras influências do Blues, Jazz, da música clássica de Richard Wagner e tantas outras referências, creio que o diálogo com outros gêneros é fundamental para esse retorno de ação política de relevância na sociedade da cultura rock.

11- Em vossa opinião como podemos combater o nazifascismo empregnidado no Heavy Metal?

G. Moreira: Esse tipo de ideologia, que no Brasil e na maioria dos países do mundo são tipificadas como crime em leis, e que algumas bandas defendem e propagam devem ser cada vez mais expostas às autoridades e é nosso papel denunciar. Existe um circuito de festivais e casas de shows que recebem shows de bandas neonazistas, diretamente ligadas a células neonazis extremamente articuladas e organizadas. Além de denunciar para as autoridades para que providências sejam tomadas, é importante alertar o público, para que o boicote a esses eventos, casas e bandas seja feito.

Plugmetal Magazine: Aonde quer que o nazifascismo apareça ele deve ser combatido, contudo é inegável que o Heavy Metal infelizmente está abarrotado de bandas com essas ideologias algumas até mesmo de grande renome como o Burzum e o Phill Anselmo do Pantera, existe até mesmo um subgênero da cultura Black-Metal dedicado exclusivamente a esse tipo de bandas.

12- Oque o público pode esperar do novo álbum?

G. Moreira: As características inerentes à banda estão todas lá, mas amplificadas, melhoradas, refinadas. O peso aliado ao groove, a mistura de estilos, os vocais variando rap, gutural, melodia, os temas sociais e políticos… Está tudo lá, mas com novos elementos, e potencializado. Estamos bastante orgulhosos do resultado final que alcançamos com o álbum e queremos fazer chegar tudo isso ao máximo de pessoas possível.

Plugmetal Magazine: Realmente o álbum é um trabalho interessante que mescla vários elementos numa conjectura audio visual de valor ímpar acrescido da forte crítica a nossa sociedade sectarista e ao sistema de governo corrupto e nefasto que nos rege.

Muito obrigado pela entrevista deixo este espaço aberto para a banda se expressar:

G. Moreira: Primeiramente queremos agradecer pelo espaço e pela oportunidade da entrevista. Bem como aproveitar para agradecer a todos que tem nos apoiado na cena: sites, blogs, radios, zines, youtubers, revistas e acima de tudo o público que nos ouve, curte a banda e nos ajuda na divulgação. A carreira da Khorium é fruto de muito esforço, mas é acima de tudo uma construção coletiva de várias pessoas que tem nos ajudado e apoiado na caminhada até aqui. Nós ainda não sabemos quando as coisas vão voltar realmente ao normal aqui no Brasil devido à pandemia e a péssima gestão que o governo brasileiro está fazendo dela, mas estamos loucos de ansiedade pela volta dos shows, para que possamos botar o pé na estrada e poder mostrar ao vivo toda a força e energia das músicas do “Forças Opostas” pelo país todo. Desejo a todos que fiquem bem, se cuidem quanto ao vírus, e tenho certeza de que tudo isso vai passar e em breve poderemos nos reencontrar nos shows!

Entrevista realizada por: Wagner Barbosa

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