MASSACRATION – São Paulo (SP)
MASSACRATION – São Paulo (SP)
Texto e fotos: Belmilson dos Santos (@bel.santosfotografia)
O projeto capitaneado pela trupe do humorístico Hermes e Renato voltou a São Paulo e, em pleno domingo (07), lotou a Audio para duas horas de um espetáculo que entregou tudo que o público da banda procura: metal tradicional, performance hilária, porém tecnicamente aceitável, e muito humor nonsense típico da turma que ficou famosa na MTV. “É muito bom saber que o Massacration tem um público cativo, que envelheceu bem e está sendo renovado. Vi muitos jovens, pai e filho, irmão mais velho com o mais novo no show. Ver uma Audio lotada que, em relação a números está em um nível muito honesto, não devendo nada a um Shaman ou a um Angra em termos de notoriedade dentro do Brasil”, comentou Bruno Sutter, o porta-voz do vocalista Detonator, que também falou com a ROADIE CREW. “Acho normal, igual a qualquer outro. As pessoas vão ao show do Massacration porque não tem nada melhor que se compare ao Massacration. E foi o que eu disse no show: ir ao show do Massacration não é questão de escolha; quem vai ao show do Massacration tem que ter a noção de que depois de ver, todos os outros shows de heavy metal vão ser uma porcaria. É uma questão de escolha”, sentenciou o Deus Metal.
O evento foi aberto pela banda Operador, que segue o tom humorístico da banda principal e nos presenteou com um metal bem básico e com tons de comédia, principalmente na informação da origem do nome da banda, que é formada por operadores de telemarketing.
Chegava a hora da banda principal e Luís Boça adentrou ao palco para avisar que teríamos um pequeno atraso de duas horas e que ele iria nos entreter nesse tempo. Claro que ele foi “hostilizado” e Joselito Sem Noção veio nos salvar e anunciar a maior banda de metal do mundo – ou do universo? Assim, o Massacration abriu o show com a trinca Hammercage Hotdog Hell, Metal Milkshake – com participação “póstuma” de Michael Jackson em pessoa – e The Mummy.
Som bom, performance potente, principalmente do batera Jimmy the Hammer, que manteve a energia lá no alto. Em The Bull, outra do álbum Good Blood Headbangers (2009), tivemos um garçom que alertou Detonator quanto a situações sexuais que poderiam estar acontecendo em sua casa na sua ausência. Hilário o esquete apresentado.
Feel The Fire From Barbecue trouxe churrasco ao palco e em Metal Milf, Detonator deu uma aula de termos “adultos”. Let’s Ride To Metal Land, de Gates of Metal Fried Chicken of Death (2005), trouxe o rei “Roberto Carlos” direto de sua temporada na outra casa de shows do bairro, com direito a rosas jogadas ao público.
Metal Massacre Attack foi a música que fez a banda estourar ainda na extinta MTV e, para o trecho final do set, a banda apresentou vários clássicos de sua carreira, com participação até das Massacretes recrutadas na hora na pista da Audio. O público se divertiu muito e cantou alto “Massacration”, a já muito clássica Metal Is The Law e as não menos icônicas, sejam por quais motivos forem, Evil Papagali e Metal Bucetation, que fechou o show.
Na proposta da banda não tem pra ninguém, tudo muito bem feito e ensaiado. Para o bem ou para o mal todos os exageros de nosso gênero musical favorito (leia-se principalmente Manowar) estão lá. Público feliz, todo mundo rindo muito e, afinal de contas, é tudo isso que precisamos mesmo nesses tempos sombrios.
Confira a entrevista com Bruno Sutter, o porta-voz do vocalista Detonator à ROADIE CREW aqui.
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